Terça, 22 June 2010 16:50

Conheça a emocionante história de Sonia Lea e Snowy

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Muito interessante o trabalho paliativo "Como lidar com a morte do seu animal de estimação” – Publicado na revista Época em maio de 2010. Passei por essa experiência há um ano atrás, e fiz tudo errado.

 

Percebia o cansaço do Snowy, meu cão Maltese, mas todos diziam que era devido à idade. Ia regularmente ao veterinário.  Uma noite ele não conseguia dormir, fui a outro veterinário e, para minha surpresa, descobri que ele estava com o coração quase parando e também estava com água no pulmão.

Em Sorocaba, fizeram um eletrocardiograma e confirmaram o problema seriíssimo. Retornei à medica e ela me indicou alguns medicamentos.


Voltando para casa arrasada, entrei na garagem, retirei o cão do carro e o coloquei na grama, nisso meu marido veio ao meu encontro. Ele percebeu que o carro estava descendo, eu havia esquecido de freá-lo. Ele correu para tirar o Snowy do caminho e acabou sendo atingido gravemente pelo carro. Imaginem a cena de horror. Eu pensei que eu tivesse perdido os dois, mas nada aconteceu com o cão.

Meu marido ficou hospitalizado por 15 dias, o cão ficava em casa sozinho, mal dava para eu dar os medicamentos.  Quando eu podia dormir em casa percebia que ele queria ficar sozinho, quase não comia.

Outro veterinário pediu para suspender os remédios (Lasix, Fortekor e Antitóxico), pois eu achava que ele estava piorando. Pensei em interná-lo, mas fui orientada que era melhor deixá-lo no cantinho dele. 

No dia em que meu marido teve alta, devendo sair na manhã seguinte, cheguei em  casa e  o Snowy estava me esperando na porta. Durante esses 15 dias, ele não havia saído do quarto.

Liguei para o veterinário, o qual pediu para eu dar soro caseiro e me preparar. Fiquei com ele no colo, dando carinho, até que na madrugada ele faleceu nos meus braços.

Não posso explicar a paz e a calma como tudo aconteceu. Esperei amanhecer para enterrá-lo e fui buscar meu marido no hospital. 

Meu marido ficou com algumas sequelas.

Até hoje não esqueço meu cãozinho. A tristeza é saber que no momento que ele mais precisou de mim, eu não estava presente.

Tudo isso aconteceu em 20/5/2009. Ele estava com 15 anos e 1 mês.

Aprendi tanto com esse cão que comecei a cuidar de animais abandonados. Tenho uma SRD há 6 anos e outra há 2 anos, são ótimas. Ah tenho também uma gata.

Há duas semanas estou cuidando de recém-nascidos, abandonados e sem a mãe. Três morreram e dois estão querendo sobreviver, estou otimista, só um pouco cansada de mamadeiras.

Escrito por Sonia Lea

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