Quarta, 23 January 2013 22:26

A História de Polly

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Em meados de 2001, eu morava em uma casa pequena, quase sem quintal. Quando cheguei em, casa após um dia de trabalho, ao entrar no pequeno quintal, avistei uma caixa de papelão.


PollY

Logo meu coração gelou... Achei que tinha sido um abandono, mas não foi.  Meu pai, no retorno da creche onde foi buscar minha filha, havia encontrado uma cachorrinha filhotinha e a trouxe para a nossa casa.

Fiquei brava e relutei, pois não queria trabalho, nem sujeira em casa. E logo pedi a meu pai que se desfizesse dela, assim que minha filha dormisse. Ele, não me obedeceu e a Polly foi ficando... Ficando... E ficando.

Meu pai morava comigo, tinha alguns problemas de saúde e cuidava da casa e de minha filha, enquanto eu trabalhava. Mas depois de sua chegada, Polly havia virado o alvo principal da atenção dele. Era um amor cúmplice.

Polly crescia, e eu aprendi a amá-la a cada dia mais.

Em 2005, ela sumiu por 2 dias. Ficamos desesperados. Então, avisaram meu pai que ela estava em um terreno baldio agonizando. Meu pai me ligou no meu serviço e eu fui correndo pra ajudá-la.

Levei Polly ao veterinário, onde foi diagnosticado trauma no sistema nervoso, pancada ou um possível atropelamento. E o veterinário me disse:

- A senhora tem algum bebê em casa? Pois a partir de hoje, é isso que a senhora terá: um bebê.

Polly só mexia os olhos, urinava e defecava em fraldas, comia pela seringa a comida que era batida no liquidificador.

Eu chorava todos os dias. E a luta de Polly durou dois meses.  Tempo em que o nosso amor por ela aumentava a cada dia. E eu chorava ao pensar que um dia, eu havia pedido ao meu pai que se desfizesse dela.

Um dia Polly levantou a cabeça. VITÓRIA! Depois de muita fisioterapia em casa, Polly voltou a andar, correr e brincar e parecia saber tudo o que havíamos feito por ela.

Polly ficou prenhe e teve 5 lindos bebês. Só uma ficou, a Kimberly, sua fiel companheira. Pra quem não queria nenhuma, agora eu tinha duas cachorras.

Com o passar do tempo, meu pai muito debilitado, já com um câncer avançado, faleceu, e me deixou um grande elo: Polly, a cadela que ele achou, cuidou e amou, agora ficou só comigo.

Quando eu pegava as coisas dele pra levar embora, ela chorava, pois sabia que nunca mais iria vê-lo.

A kimberly, sua filha também teve bebês, dos quais ficou comigo só a Bileia, a netinha de Polly.

E agora pra quem não queria uma, eu tinha três. Olha só.

Hoje, Polly está com 12 anos, a Kimberly com 7 e a Bileia com 5 anos. E eu me tornei uma PROTETORA e cuido de mais de 15 cães em casa e outros fora de casa.
 

Faço um trabalho lindo pelos animais, todos desabrigados, abandonados e maltratados. Faço tudo o que posso com muito amor. Amor esse, que Polly me ensinou.

Polly foi um presente de DEUS. Às vezes penso: será que a pessoa que jogou esse anjo na rua, um dia imaginaria que ela despertaria tudo isso em alguém: amor, felicidade, companheirismo?

OBRIGADA, POR VOCÊ TER COLOCADO ELA NAQUELA ESQUINA MOVIMENTADA DA CRECHE. OBRIGADA MESMO !

 

Daniela Babuia

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