Domingo, 16 Novembro 2014 23:42

ANCLIVEPA-SP AMPLIA TRABALHOS EM ALDEIA INDÍGENA NO PICO DO JARAGUÁ

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Em 19 de setembro, a ANCLIVEPA-SP, implantou uma unidade móvel de atendimento clínico veterinário na Aldeia Indígena Tekoa Pyau, localizada na Estrada Turística do Jaraguá. Esta comunidade sofre com o abandono constante de cães e gatos, que tem causado um grande descontrole da população de animais no local.

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A unidade funciona entre as 9h e 15h para atendimento dos animais da aldeia

Desde a instalação da  unidade móvel, que funciona em um trailler, , está sendo realizado um levantamento completo dos animais, situação de saúde, microchipagem e os casos mais graves são removidos para a unidade Zona Leste do  Hospital Veterinário Público de São Paulo, localizada no Tatuapé, onde passam por exames, coleta de exames, cirurgia e medicação adequada.

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animais e crianças convivem diariamente na aldeia

O alto índice de abandono aliado às condições financeiras e de higiênicas do local contribui para a proliferação de zoonozes entre cães e crianças. Cerca de 400 animais vivem atualmente na região e entre as doenças destacadas estão contaminações devido à ingestão de água com fezes e surtos de pulgas e carrapatos.

Cercar de 200 animais já foram atendidos na unidade móvel e 20 deles foram transferidos para o hospital veterinário.

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20 animais da aldeia já foram removidos para o Hospital Veterinário Público

De acordo com um dos diretores da unidade, Daniel Jarrouge, que é médico veterinário, a instalação de uma unidade móvel para o tratamento dos animais foi o passo inicial para contornar o problema já existente há alguns anos na aldeia, porém afirmou que os planos da ANCLIVEPA-SP iriam além disso. “Para que as coisas funcionem e todo este trabalho tenha uma continuidade, não podemos parar só no tratamento dos animais, temos que de alguma forma ajudar e orientar as pessoas“, explicou.

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Cerca de 400 animais vivem no local

Em outubro, o Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura de São Paulo foi aconselhado pelo Ministério Público Federal a providenciar a remoção dos cães existentes na aldeia, alegando que a presença destes animais seria uma ameaça à vida e integridade física de crianças e adolescentes indígenas, além dos próprios animais.

A solução não foi vista com bons olhos pelos moradores da aldeia. ” Desde que a unidade móvel chegou aqui, muita coisa mudou. Não acho que retirar os cães seja a solução. Não existem só cães abandonados aqui. Existem cães que têm dono e não vão deixar que vão embora. E não adianta levar embora, se as pessoas jogam mais. Tem que pensar numa solução completa e além disso, os animais já estão em tratamento“, disse em entrevista o vice-cacique Natalício.

Diante da sugestão colocada pelo Ministério Público Ferderal e do posicionamento da população local, Daniel Jarrouge afirma que a ANCLIVEPA-SP continuaram realizando os trabalhos iniciados em setembro e já está pondo em práticas novas ações para melhorias no local.

Como proposta complementar ao trabalho já realizado, no início de novembro a ANCLIVEPA-SP  iniciou um trabalho de educação e orientação dos moradores da aldeia sobre os cuidados com os animais e higiene pessoal, além disso, contratou dois moradores para que fiquem responsáveis pela limpeza do local.

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Michael e Leonardo ao lado do diretor Daniel Jarrouge

Michael da  Silva e Leonardo Benites, serão os responsáveis pela coleta de lixo em toda a aldeia e pela preservação da limpeza.

 

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O vice-cacique Natalício mostra locais onde devem ser instaladas câmeras de segurança

Além disso, serão instaladas câmeras em locais estratégicos para evitar abandonos e auxiliar na denúncia dos infratores.

 

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Fotos e Texto: Elaine Paiva

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