Sexta, 14 June 2013 04:34

A História de Pretinha

Avalie este item
(0 votos)

Sempre tive e gosto muito de cachorros. Mesmo nos momentos mais tristes, eles me arrancam sorrisos...

Era uma manhã de quarta-feira, 14 de novembro de 2012, estava a trabalho, quando me deparei com cinco filhotinhos abandonados e dormindo todos juntinhos na porta da Igreja Nossa Senhora Aparecida, em Itaquera, na zona leste de São Paulo.

Um dos cachorrinhos se afastou dos irmãos e veio ao meu encontro... Naquela hora, me deu um aperto no coração, mas acabei deixando-os lá e fui para o trabalho.

À tarde, pensei e muito nos filhotinhos. O que poderia fazer por eles? Por que apareceram na minha frente? Talvez para eu tomar uma providência.
Não resisti, e no dia seguinte, fui lá buscá-los, com o apoio da minha irmã Kátia.

Dos cinco filhotes, quando cheguei ao local, só encontrei três. Talvez por serem as três fêmeas, ninguém quis adotá-las. E as três foram comigo pra casa. Levei-as ao veterinário, mas depois de alguns dias, duas faleceram, porque estavam bem debilitadas.

 A sobrevivente foi a Pretinha, como a chamo desde que a encontrei... Quando filhotinha, ela tinha os pelos pretos, agora está com pelos pretos e outros castanhos, parecendo luzes... Magrelinha com pelos lisos, e arrepiados no focinho... Pesa atualmente 5,3 quilos, chegou com 1,5 quilos.

Uma curiosidade, por incrível que pareça, foi a cachorrinha que se afastou dos irmãos e veio ao meu encontro no dia em que os vi pela primeira vez.

Quando busquei os filhotes, a intenção era cuidar e deixá-los para adoção. Mas aí quando ficou só a Pretinha, e como eu falava e ninguém manifestava interesse, eu disse a ela que iria ficar com ela!

Dias depois da minha decisão até apareceu uma pessoa interessada, mas aí eu já tinha feito minha promessa e me apegado. Desde então, a Pretinha mora comigo! E é super amiga dos cachorros de casa, do Billy e do Pirulito, só não tão amiga da Nina, por ser fêmea também.

Está crescendo, agitada, brincalhona, danada e comilona! Mas acima de tudo muito carinhosa!  Ao ouvir meus passos, as orelhinhas já levantam.

E como gosta da sua caminha de almofadas que ganhou da minha irmã e do seu ursinho de pelúcia, este meu presente!

Pretinha, posso dizer que ela me escolheu para ser sua dona!

 

Renata Okumura

Lido 4662 vezes