Sexta, 14 June 2013 04:40

A História de Ziggy

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Eu até gostava de animais, mas sempre os achei muito sujos e com odor desagradável. Mas meu marido queria muito ter um cachorro e quando passávamos em alguma dessas feirinhas de animais e ele sempre me fazia ir olhar os bichinhos; e eu irredutível dizia Não.

Até que começou a despertar o desejo também no meu filho mais novo. Na época, ele não estava muito feliz, então comecei a considerar a ideia, porém não sabia como eu iria tolerar aquilo.

Meu marido nos levou a uma feirinha que tinha no Villa Lobos. Mas voltamos pra casa sem nenhum cachorro. E meu filho chorou muito.  Então, resolvi aceitar e fomos lá novamente para comprar um cachorrinho.

Meu filho e eu escolhemos um com uma carinha de pobrezinho, meio tristonho. Ficamos com pena e o compramos. Compramos também caminha, ração, brinquedos, e resolvemos chamá-lo de Ziggy.

Arrumamos o jornal para eventuais "xixis e cocôs". E, para nossa surpresa ele foi imediatamente fazer xixi no jornal. Ele era muito pequenininho, e passado alguns minutos que estava em nosso apartamento, começou a fazer cocô com sangue. Pronto, aí a nossa alegria acabou e se transformou num sofrimento.

Ficamos quase a noite toda sem dormir olhando por ele. No dia seguinte, o levei ao veterinário. O diagnóstico foi um verme chamado Isospora, segundo o veterinário, um tipo "parente" da Giardia. Se ele tomava o remédio, ficava bom, mas se não, acontecia tudo novamente.

E eu, que tinha tanto nojo de cachorro, mal punha a mão nele e lavava a todo o instante e também jogava cândida pura nas mãos após lavá-las.

Às vezes, ele ficava meio "caidinho" por causa da doença. Foi então que um dia esse cachorrinho ficou completamente "largado", e eu disse pro meu marido:

- Acho que hoje é o fim, ele não aguentará mais, coitadinho. Aí, o peguei no colo (sobre uma toalha, ainda tinha nojo), e comecei a pedir a Deus por ele, com todo o meu coração e amor. Sim, e foi aí que eu descobri como eu já o amava demais.

E, graças a Deus, ele melhorou depois de uma hora. Então resolvemos procurar alternativas por conta própria, além do veterinário. E passados mais ou menos 10 meses, ele se curou. Foi um grande alívio para todos, posso dizer que principalmente para mim.

Ia me esquecendo, ele é um poddle toy que, desde que cresceu um pouco, passou a dormir na minha cama. Ele é extremamente amado, e as outras pessoas dizem que ele é muito mimado.

Desde a sua chegada meu filho mais velho virou vegetariano, eu não como mais carne vermelha, e me transformei em defensora dos animais. Odeio rodeios e feirinhas que vendem e exploram animais. Não tenho mais a ignorância de sentir nojo deles. E amo a todos, pois descobri que eles são infinitas vezes melhores que os seres humanos.

E para os que estão em dúvida quanto ter um ou não, saiba que é um ser de luz entrando no teu lar, portanto trate-o com todo amor, respeito e proteção, pois a vida dele vai depender do seu trato Faz 10 anos que ele está conosco e, sinceramente, gostaria de tê-lo por pelo menos mais 20.

 

Telma Fernandes

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