Domingo, 22 Novembro 2009 16:25

Em São Paulo, coreanos comem cachorro, e nós, porcos.

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Em São Paulo, coreanos comem cachorro, e nós, porcos.

 
Mais uma triste notícia, comprovada com fotos, filmagens e todo tipo de provas possíveis. Um casal de coreanos, no município de Suzano, mantinha um abatedouro clandestino de cães e gatos. Os animais recolhidos das ruas, produto, aliás, cada dia mais abundante em nossas cidades, eram abatidos, de forma não revelada, cortados e vendidos aos restaurantes coreanos do bairro do Bom Retiro em São Paulo. As partes não aproveitadas eram queimadas. O preço dos cães variava entre 180 e 200 reais. A prática tinha requintes de crueldade, como a foto dos animais no cardápio, para que o apreciador pudesse escolher qual cão comer. Há relatos que os cães de pelagem marrom eram os mais apreciados, embora todos os outros tipos eram também consumidos, há pelo menos três anos. Um casal de brasileiros, os fornecedores, e mais quatro coreanos, donos de restaurantes, foram detidos. Apesar de indignação da maioria das pessoas, não existe lei que proíba comer cães. Nunca se pensou que fossem necessárias. Mas existe a Lei Tripoli de Proteção Animal que foi usada para punir a quadrilha. "A lei estadual 11.977 prevê que animais domésticos não podem ser criados para o consumo. Isso foi fundamental para deter os coreanos. Com base na legislação conseguimos enquadrá-los por crueldade contra animais, formação de quadrilha, crime contra o meio ambiente e crime contra o consumidor", explica o autor da Lei.  
Na prática, torcemos para que a punição não acabe em transação penal, com o juiz trocando cadeia por doação de cestas básicas, como vem acontecendo nos crimes contra os animais.
Ainda que estes fatos choquem, devemos fazer uma reflexão incômoda. Porque os cães não podem ser abatidos e comidos, e os porcos, animais de capacidade mental e sensibilidade semelhante podem? A diferença entre o abate e consumo destes cães e o que é feito com os porcos, basicamente é a clandestinidade e a origem dos animais. Todo o resto é muito parecido e não justifica o especismo, atitude que discrimina um indivíduo em função da sua espécie. Será que realmente somos melhores que estes coreanos?
 
 
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