Segunda, 09 March 2015 00:00

42% das residências de Brasília (DF) abrigam animais

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Foto: Divulgação Brasília tem construído uma relação de amor com os animais. A criação de espaços específicos para eles e a aceitação cada vez maior dos animais em lugares como restaurantes são bons exemplos. Os moradores da cidade, inclusive, se mobilizam para cuidar dos direitos deles. Estudos mostram também que cuidar de um animal é terapêutico. E o fato de haver menos pessoas dentro de cada residência abre espaço para os animais domésticos. Assim, a capital reflete os números nacionais. No país, há um cachorro para cada seis habitantes. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), são cerca de 106 milhões de animais domésticos. Pesquisa da Comissão de Animais de Companhia e do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal aponta que o DF seria o terceiro maior mercado do Brasil, já que possui 42% de residências com esse tipo de animal — o que daria mais de 325 mil animais na cidade, ao se cruzar os números de habitações, segundo o Censo do IBGE. De acordo com o Instituto Pet Brasil (IPB), o principal fator relacionado ao desenvolvimento desse mercado é o reconhecimento dos benefícios terapêuticos da interação entre os humanos e os animais. Além disso, segundo o IPB, a verticalização dos grandes centros e a mudança no estilo de vida das pessoas, com cada vez menos pessoas ocupando um mesmo lar, fizeram com que se aumentasse a opção pelos animais domésticos. A aposentada Márcia Berçot, 54 anos, se divide nos cuidados entre os pais e Luna, uma cadela da raça collie, hoje com 8 anos. Sempre que pode, sai para passear com a companheira. Márcia não está sozinha. Um parque para os animais foi criado entre as quadras 104/105 da Asa Sul. Assim como Márcia, quem passeia por lá dedica boa parte do tempo em prol da socialização e da felicidade dos animais domésticos. Os frequentadores têm até um grupo de conversa particular nas redes sociais, em que programam os passeios diariamente. “Ali, eles convivem, correm juntos e é a coisa mais linda do mundo de se ver”, conta Márcia. Fonte: Correio Braziliense
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