Terça, 16 April 2013 19:13

Animais ajudam na recuperação de tutores que sofrem de depressão

Avalie este item
(0 votos)
Ana e a tartagura Zoe: ajuda pra lá de especial a fim de superar uma separação traumática (Foto: Moises Schini / Tribuna Impressa)

Ana e a tartagura Zoe: ajuda pra lá de especial a fim de superar uma separação traumática (Foto: Moises Schini / Tribuna Impressa)

A psiquiatra Fátima Victório foi uma menina bastante doente. Com 6 anos, em uma de suas inúmeras visitas ao médico, foi-lhe recomendado adotar um animal doméstico. Desde então, ela percebeu o quanto a troca afetiva com os animais influenciaria sua saúde física e mental. Levou a experiência para dentro do consultório e, hoje, trabalha a chamada coterapia em pacientes depressivos.

Geralmente, ela faz a terapia com os pacientes que já tutelam algum animal doméstico. “Se o paciente já tutela um, faço com que ele perceba que o bicho é a ponte afetiva para se reconectar com a vida”, explica. E é a partir dessa percepção que a conexão se estabelece.

O termo coterapeuta, assim como a terapia assistida por animais, teve origem em meados da década de 50, com a psiquiatra Nise da Silveira – médica que sempre enfatizou a importância do contato afetivo e da expressão criativa para a recuperação das pessoas.

A psiquiatra percebeu a possibilidade de tratamento ao observar como um paciente melhorou quando lhe foi dada responsabilidade de cuidar de uma cachorrinha abandonada no hospital. “Eles só ajudam se realmente a troca for efetiva”, complementa.

E, dependendo do diagnóstico, determinado animal funciona melhor que outro. Em casos como a esquizofrenia, por exemplo, o gato pode auxiliar de uma maneira diferente do cão: ele não é carinhoso como o cachorro, mas respeita o silêncio do tutor apenas fazendo companhia.

“Independente do que se possa sentir por eles, os animais sempre nos dão afeto de forma incondicional”, lembra.

Fonte: A Cidade

Lido 935 vezes