Segunda, 19 January 2015 12:35

Adoção e amor devolvem a vida para animais abandonados

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Pandora, adotada por Eduardo (Deivide Leme/Tribuna Araraquara)

Pandora, adotada por Eduardo (Deivide Leme/Tribuna Araraquara)

Não há dúvidas de que a companhia de um animal traz benefícios a seus tutores. Melhor que essa relação, só quando o animal apenas retribui o que lhe foi dado. Em Araraquara, as feirinhas de adoções e movimentos de proteção dos animais devolvem a vida a muitos peludos, que passam por poucas e boas ao lado de seus tutores durante a recuperação.

Arisca, amedrontada, machucada e brava. Foi assim que a empresária Juliana Cagnin encontrou a sua Loira, há dois anos, que estava abandonada e não podia andar. “A Loira estava sendo comida por bichos e era puro osso. Uma das patas dela quase precisou ser amputada, porque estava em carne viva”, conta a dona, que passou os próximos capítulos ao lado da cachorra.

Com o tempo, Loira foi se adaptando com a nova companhia e abriu espaço para interação. “Ela me mordia quando eu passava o remédio na pata exposta, mas aos poucos foi aceitando”.

Hoje, a peludinha tem contato com algumas pessoas, além de Juliana, mas ainda apresenta comportamento de quem já sofreu, segundo a empresária. “Digo que a Loira deu a volta por cima. Ela é um exemplo de que com carinho e amor tudo se resolve”, completa.

Assim como na casa de Juliana, a alegria chegou sobre quatro patas à casa do bancário Eduardo Remanasche Cabrini, há pouco mais de um ano e meio, quando resolveram adotar a Pandora em uma feirinha de animais.

Quando chegou à casa da nova família, ainda filhote, Pandora era introspectiva e estava amedrontada. A pequena foi encontrada com seus sete irmãozinhos em uma caixa. “Pandora foi a última deles a ser adotada e era bem magrinha, ficava sempre com o rabinho entre as pernas”, conta.

A peludinha, além de socializar com os humanos, conheceu seu irmão Lestat, um labrador. A seu lado, os dois são os protetores da casa e, mesmo ainda estranhando pessoas desconhecidas, Pandora não deixa de retribuir todo o carinho que ganhou.

Encontrada na rua

Com apenas 15 kg, Branca andava sozinha pelas ruas de Araraquara e tinha onde dormir, comer

Magoo, acolhido por Sandra (Deivide Leme/Tribuna Araraquara)

Magoo, acolhido por Sandra (Deivide Leme/Tribuna Araraquara)

ou beber um pouco de água. Até que a nutricionista Danessa Kedma da Silva a acolheu.

“Vi um anúncio no Facebook sobre uma cachorra que estava perdida e me ofereci para dar lar temporário. Tentei pegá-la na rua, mas não consegui, porque ela fugia e não deixava ninguém se aproximar.”

Hoje, depois de dois anos, Branca tem 26 kg e um coração enorme. De acordo com Danessa, a adaptação dela com outros cachorros ainda não é 100%, mas o medo de pessoas está superado.

Magoo, o albino

Com outros 40 gatos e vários cães, o pequeno Magoo foi encontrado sem os mínimos cuidados em uma casa que abrigava animais abandonados. Sua pelagem estava tingida de rosa, por causa de uma coleira apertada em seu pescoço que soltava tinta.

“Ele era muito arisco e dava para ver a tristeza na sua carinha. Fui a primeira pessoa que conseguiu pegá-lo”, conta a tosadora de animais Sandra Bragagnolo, que ajudou no resgate dos animais.

Magoo desenvolveu uma doença respiratória, que não tem cura, segundo sua tutora, mas hoje é um gato feliz. “O processo de conquista dele demorou quase um ano. Agora, ele é grudado em mim, como se nunca tivesse passado por nada de ruim”.

Fonte: Tribuna de Araraquara

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