Sábado, 20 July 2013 03:27

Um cachorro chamado Toupeira...

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 Quando éramos crianças, eu e minha irmã Natália, desejávamos muito ter um cachorrinho, mas como morávamos na casa da nossa avó, que era uma portuguesa muito brava, ela não permitia. Até que minha irmã encontrou na rua, uma filhote vira-latas e insistiu muito para poder ficar com ela, até que finalmente conseguimos a permissão.

Chamávamos  a de Lili. Era uma cachorra muito esperta e inteligente, quando a deixávamos trancada no quintal, ela sempre dava um jeito de abrir o portão e fugir para ficar mais perto da gente. Ela ficava em um espaço bem grande, mas era muito solitária e ficava muito triste por não poder ficar dentro de casa. Com o passar dos anos ela ficou muito doente, tinha um tumor no peito e já estava com quase 15 anos, e pensávamos que logo ele nos deixaria.

 Então, um dia minha tia encontrou filhotinhos abandonados na rua e decidimos ficar com um deles, já que achamos que perderíamos a Lili. O apelidamos de "Mimoso". E então algo inesperado aconteceu: quando a Lili conheceu o Mimoso, ela ficou diferente, parecia renovada! Voltou a ter até cio! E com alguns meses, eles cruzaram e Lili ficou prenha, mas perdeu o bebê.

Chegou a perder mais uma cria e na terceira, nasceu o "Toupeira", um lindo cãozinho. 

Mimoso, Lili e Toupeira eram uma família perfeita. Mas só o Mimoso foi acostumado a dormir dentro de casa, na minha cama.

Com o passar do tempo Toupeira foi crescendo e ficando praticamente inimigo do Mimoso, pareciam rivais, não podiam nem mais olhar uma para o outro que ficavam rosnando. Quando se aproximavam, brigavam feio e ficavam muito feridos. E definitivamente Toupeira nunca mais pode sair do quintal, ficava como prisioneiro, mas fazia companhia para Lili que já estava velhinha e não tinha mais paciência para as brincadeiras dele.

 

 Até que no dia das Mães, com quase 17 anos, a Lili nos deixou. E ficamos com o Mimoso e o Toupeira. Como minha avó também faleceu, tivemos que sair da casa e passamos a morar em um apartamento. Não teríamos mais o quintal para separar os dois briguentos, pois a casa seria alugada. Então começamos a pensar em doar o Toupeira. Não tinha outro jeito. Como o Mimoso era mais comportado, ia se dar melhor em um apartamento. Foi uma escolha muito triste.

Ainda não encontramos ninguém que quisesse adotar o Toupeira, e por isso o deixamos lá, no quintal da minha avó, que ficou vazio. Levamos ração para ele todos os dias, e as vezes passeamos com ele. Mas ele está ficando desesperado de ficar tão só. Ele late alto, nos arranha, nos morde para que não o deixemos sozinho. Dá um aperto no coração de ver ele daquele jeito. Ainda mas ele, que é um cachorro cheio de energia, brincalhão e tão carente. Acabou ficando até medroso de ver pessoas diferentes, pois já não convive mais com humanos.

 

Pensei em levá-lo para um abrigo, mas não aceitam, pois ele não é um cachorro de rua. De certa forma tem um lar. Mas a casa já está para alugar, e fico pensando no futuro do Toupeira. O que será dele? E o que vamos fazer com ele?

 

Por isso peço a sua ajuda, que está escutando essa história. Gostaria que ele tivesse um lar de verdade, pois ele é um cachorro alegre, obediente, brincalhão, e um grande companheiro. Se alguém que estiver escutando, puder ajudar, entre em contato comigo. Deixarei meus contatos com o programa da proteção animal. Peço a ajuda de vocês. O Toupeira precisa de um lar,  precisa de carinho...

Sabrina Reis

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